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SAE BRASIL e KPMG: apenas 16% dos agricultores têm internet de alta qualidade na propriedade

24 de maio

A pesquisa SAE BRASIL Caminhos da Tecnologia no Agronegócio” em parceira com a KPMG apontou que apenas 16% dos entrevistados têm internet de alta qualidade na propriedade toda e podem usufruir de todos os benefícios das novas tecnologias no campo. Outros 24% o recebem com apenas qualidade somente na sede da fazenda e 27% estão conectados, mas com sinal ruim. A iniciativa inédita buscou capturar e analisar os estímulos que levam os produtores rurais a investir em novas tecnologias, as tendências tecnológicas que estão sendo trabalhadas pelos fabricantes, a visão sobre sustentabilidade e a transição enérgica na cadeia do agronegócio.

Os dados indicaram ainda que quase todas as atividades da fazenda utilizam algum tipo de tecnologia para melhorar o desempenho no campo, sendo o GPS o instrumento mais utilizado por 91% dos entrevistados. Já os aplicativos de gestão financeira ficaram em segundo, com 85%; em terceiro, empatados com 76%, ficaram imagens de satélite e aplicativos de gestão agronômica; na sequência, a agricultura de precisão com 70%; e, por fim, uso de drones com 61%. A utilização de robôs não foi citada pelos entrevistados.

“O agronegócio cresceu nas últimas décadas com ampla disponibilidade de mão de obra, algo que não estará presente daqui para frente para o setor. Por isso, a oportunidade de avanço da automação será fundamental para o contínuo crescimento da indústria”, analisa a sócia líder de agronegócio da KPMG, Giovana Araújo.

“A pesquisa revela um cenário promissor para o agronegócio brasileiro, com a ampla adoção de tecnologias por parte dos produtores rurais. Investir em infraestrutura digital é crucial para impulsionar a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade do setor. A SAE BRASIL está comprometida em trabalhar com o governo e o setor privado para superar esse desafio e garantir que todos os agricultores brasileiros possam se beneficiar das inovações tecnológicas”, aponta Daniel Zacher, mentor Agro e Conselheiro SAE BRASIL.

Biocombustíveis em amadurecimento na indústria:

Em relação ao uso de biocombustíveis em máquinas agrícolas, a pesquisa mostrou uma visão otimista dos produtores e cooperativados para os próximos anos. Cerca de 84% deles acreditam na expansão entre moderada e forte do biodiesel e 79% têm a mesma opinião em relação ao uso do diesel verde (HVO). Já sobre o biometano, as opiniões ficaram divididas da seguinte forma: 56% esperam a expansão moderada e forte e 44% dizem que será um mercado de nicho.

“As respostas mostram que existe uma diferença de percepção entre os produtores e os fabricantes de máquinas agrícolas sobre a expansão do uso biometano. Ainda existe espaço para a indústria amadurecer junto aos potenciais consumidores”, afirma a sócia.

“A pesquisa revela um otimismo contagiante entre os produtores rurais e cooperativas em relação ao futuro dos biocombustíveis. Essa visão positiva reforça o papel crucial dos biocombustíveis na descarbonização do agronegócio e na construção de um futuro mais sustentável para o campo brasileiro”, complementa o conselheiro SAE BRASIL.

Sobre a pesquisa: A primeira edição da pesquisa SAE BRASIL “Caminhos da Tecnologia no Agronegócio” foi feita pela SAE BRASIL em parceira com a KPMG. O perfil dos entrevistados incluiu participantes da academia, entidades governamentais, provedores de serviços, logística ou consultoria, tecnologia ou telecomunicações, e toda cadeia de valor do agronegócio que incluiu fabricantes e distribuidores de máquinas e implementos agrícolas, entre outros. O material foi dividido em quatro capítulos – Estratégia, Indústria 4.0, Sustentabilidade, e Relacionamento com Clientes/ Oferta de Prestação de Serviço.