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Os biocombustíveis e você

30 de abr

Por: Mauro C. Andreassa

A mobilidade vem se transformando brutalmente nos últimos anos graças a economia de compartilhamento e a preocupação de cuidar do planeta em que vivemos. Claro que veículos elétricos sempre veem à nossa mente, mas não podemos esquecer que o Brasil é um dos países que primeiro fez uso de combustíveis alternativos: o álcool em plena década de 1970. Mais precisamente começava a ser comercializado em julho de 1979 o Fiat 147 com motor 1.3. E o carro já era equipado com o injetor elétrico que pulverizava gasolina no carburador para ajudar a partida. Esta foi a estratégia na época para uma independência maior da gasolina frente a crise internacional do petróleo.

Hoje, a responsabilidade pelo ambiente gera a necessidade de reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Contudo, a necessidade de uma infraestrutura para carros elétricos e híbridos nos faz ver os biocombustíveis como uma alternativa para atingir os exigentes limites impostos pelo acordo de Paris enquanto a infraestrutura não chega.

Outra maneira instigante e criativa de pensar é como termos uma propulsão híbrida elétrica e biocombustíveis. O transporte público é um dos primeiros setores onde foi viabilizado este sistema híbrido – um veículo movido por tração elétrica cuja partida é dada utilizando um motor à diesel. Depois disso, o ônibus utiliza o motor elétrico para seguir viagem.

Tudo isto já é história, longe de ser ficção científica: o primeiro ônibus de dois andares híbrido do mundo entrou em serviço na rota 141 em Londres, na Inglaterra, em 2007. Atualmente, um dos locais com maior incidência desse tipo de veículos no transporte público é, adivinhe: a China! Após ser reconhecido como um dos territórios que mais poluem no mundo, o país se tornou líder na tecnologia híbrida, como forma de mitigar a poluição emitida. O uso do ônibus híbrido no Brasil iniciou no ano de 2010, na cidade de São Paulo.

Qual conhecimento devemos ter para galgar este caminho? Qual o conhecimento que técnicos, tecnólogos e engenheiros devem ter para projetar motores de combustão interna com biocombustíveis com elevada eficiência?

O curso oferecido pela SAE BRASIL e Instituto Mauá de Tecnologia vai oferecer a você uma visão dos fundamentos de calibração e otimização de motores para emissões e eficiência energética. Se a calibração do motor flex fuel , gasolina e álcool, já nos trouxe muitos desafios, você deve se preparar para resolver problemas com uma gama muito maior de combustíveis com diferentes propriedades.

No capítulo referente a busca por alta eficiência na combustão interna com biocombustível, o aluno poderá comparar o sistema de combustão ciclo Otto, que trabalha com quatro tempos iguais: admissão, compressão, expansão e exaustão. Portanto, o ponto mais afastado do pistão em relação ao cabeçote é quase o mesmo tanto no início da compressão da mistura ar-combustível quanto no fim da expansão dos gases queimados. Isso gera um desperdício de energia na compressão o que não combina em nada com a busca pela eficiência.

É por isso que nos veículos híbridos, temos outros tipos de ciclos. Por exemplo, o ciclo Atkinson, onde o pistão se desloca mais até chegar ao ponto-morto inferior na expansão que na compressão, ou seja, o pistão vai mais longe depois da queima.

Ou ainda o ciclo Miller, que consegue efeito similar ao ciclo Atkinson alterando o tempo de acionamento das válvulas de admissão. Em vez de se fecharem quando o pistão chega ao ponto-morto inferior, como no ciclo Otto, elas só o fazem quando ele já está voltando em direção ao cabeçote.

Se você gosta destes assuntos e quer se preparar para um futuro que já bate à nossa porta, este é o curso certo para você! Em breve mais informações.