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O Brasil leva vantagens no desafio da transição energética

24 de jun

Você provavelmente tem visto o termo transição energética sendo amplamente utilizado nos últimos anos. Mas sabia que esse não é um conceito novo?

Desde o início da civilização humana, a população passa por momentos de transição energética, ou seja, a mudança de uma fonte de energia para a outra. Do domínio do fogo para o uso da água, para o vento, vapor e muitas outras formas de energia que já foram – e ainda são – exploradas.

Porém, ao usar o termo hoje, estamos nos referindo especificamente à soluções voltadas para diminuir a emissão de gases de efeito estufa (GEE), o que prioriza o uso de fontes de energia limpas e renováveis. E você sabia que o Brasil é um protagonista nessas soluções? Continue lendo este artigo para saber mais.

Quais são os países mais poluentes?

Sabemos que a transição do uso de energias fósseis e poluentes para energias renováveis e limpas é urgente! Mas qual o verdadeiro impacto dessa transição?

A média mundial de uso de energia renovável fica em torno de 15%. Alguns dos países que mais emitem GEE são China, Estados Unidos e Índia. Juntos, eles produzem mais da metade de todo o dióxido de carbono do planeta. E qual o grande culpado por isso? Os combustíveis fósseis.

Na China, cerca de 60% de toda energia produzida é vinda do carvão. Nos Estados Unidos, a produção de petróleo chama atenção, assim como o uso frequente de automóveis como principal meio de transporte por parte da população. Já na Índia, o carvão também protagoniza a matriz energética do país. 

No contexto atual, o Brasil não chega a ser responsável por 2% das emissões de GEE no mundo todo. Ainda assim, se mostra um grande protagonista na corrida pela transição energética atual. 

Grande parte da nossa matriz energética já é renovável

A matriz de energia do nosso país é composta por, aproximadamente, 48% de energia renovável, incluindo a hidráulica, solar, eólica e outras. Quando vamos para a matriz energética, os números são ainda mais positivos! Mas quais as diferenças?

A matriz energética é constituída por fontes de energia utilizadas para movimentar carros, preparar comida no fogão e gerar eletricidade. Já a matriz elétrica, inclui somente fontes utilizadas para a geração de energia elétrica.

Recentemente tivemos um marco: a matriz elétrica brasileira alcançou 200 GW, com a liberação da operação comercial da usina solar Boa Sorte, em Paracatu, Minas Gerais. Dos 200 GW, 84,25% são provenientes de fontes renováveis, segundo a  Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 

As maiores fontes de energia renovável exploradas para a eletricidade, no Brasil, são: hídrica, eólica e biomassa.

Os investimentos estão a favor da transição energética

Além da transição energética ser uma tendência já em vigor naturalmente no país, o incentivo a investimentos em solo nacional segue crescendo. Terminamos o ano de 2023 como o quinto país emergente com condições mais favoráveis para investimentos em energias renováveis, como mostra o relatório Climatescope da BloombergNEF.

Também em 2023, grande parte da energia elétrica proveniente de usinas solares e eólicas brasileiras foram exportadas para a Argentina e Uruguai. Foi um recorde na exportação do volume de energia renovável, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O lucro para nosso país foi de mais de R$ 800 milhões.

Somente em 2023, o país investiu mais de 34 bilhões de dólares na transição energética, incluindo iniciativas de desenvolvimento de energia renovável, captura de carbono, veículos elétricos e hidrogênio verde. 

O Ministério de Minas e Energia (MME) ainda prevê que o investimento na cadeia de energia limpa atinja 259 bilhões de dólares, em números globais, até 2025.

No Brasil, os maiores investimentos para a transição energética devem ser feitos na região Nordeste, que reúne condições climáticas ideais para usinas solares e eólicas.

Como o Brasil está acelerando a transição energética?

Diferentes ações vem sendo tomadas por governos, entidades e empresas ao redor do nosso país para que a transição energética se concretize de vez.

Recentemente, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Internacional de Energia (IEA) se comprometeram em ampliar a matriz energética brasileira de forma limpa, diversificada, limpa, plural e inclusiva, com investimentos em fontes renováveis de biocombustíveis.

As duas entidades assinaram o Plano de Trabalho Conjunto para a Aceleração da Transição Energética, que contempla projetos sobre dados e desenvolvimentos de estudos para fortalecer o cenário.

O Brasil ocupa, neste ano de 2024, a presidência temporária do G20, e tem aproveitado para disseminar conhecimento e oportunidades sobre a transição energética, essa realidade cada vez mais urgente e necessária.

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